quarta-feira, 24 de junho de 2009



10 anos de Arena






Há exatamente uma década, o sonho atleticano de ter uma casa própria tornou-se realidade. Partida contra o Cerro Porteño inaugurou uma obra acompanhada diariamente pelos torcedores, no mirante

A curiosidade virou compromisso e a rotina transformou-se em devoção. Quase diariamente, o aposentado Marcelo Sebrão saía do Cristo Rei e ia até o Água Verde para acompanhar a construção do templo dos atleticanos. Há dez anos, 750 toneladas de estrutura metálica, 2.450 toneladas de aço, 28.512 m3 de concreto, 142.480 m3 de terra movimentados, 27.142 m3 de alvenaria davam forma à tão esperada Arena da Baixada.
Assim como Sebrão, dezenas de torcedores peregrinavam até a Rua Madre Maria dos Anjos, onde uma plataforma foi erguida dando vista à execução do estádio mais moderno do país.
Em ritmo acelerado, a movimentação dos operários, máquinas e guindastes garantia quase uma novidade por dia. Um piso aqui, uma torre ali, um lance de arquibancada lá e os fiéis olheiros de obra já tinham o que comentar e venerar.
O grupo cresceu e transformou-se no Amigos do Mirante. Um pequeno símbolo da imensa expectativa que durou 627 dias. Ou a vida inteira do Clube Atlético Paranaense.
Eterno trunfo do time – mesmo quando acanhado e improvisado e que chegou a ter a venda cogitada nos anos 70 por causa das dívidas –, o estádio materializava o orgulho atleticano. Era o adeus ao Pinheirão e a outros campos alheios. O fim do estigma de sem-terra, provocação constante dos adversários quando o time precisou ficar exilado do seu reduto.
“Nasci atleticano e sempre fui aos jogos. Acompanhava o Atlético até no maldito Pinheirão, era um dos poucos que se aventuravam até lá. Depois veio o Farinhacão, que mesmo modesto era a nossa casa. Quando o (então presidente) Mário Celso Petraglia veio com a ideia do novo estádio, houve um certo receio de se colocar o estádio recém-reformado no chão. Agora está aí a nossa Arena linda”, comemora Sebrão.

Ele acompanhou tudo. “Muita gente incluiu a obra no seu dia a dia. Foi muito rápido, um ritmo frenético. A cada dia chegávamos imaginando o que iria acontecer. Na data da inauguração, seis horas antes, estavam terminando as calçadas e o revestimento da entrada”, relembrou.
Ninguém reparou nos retoques de última hora naquele 24 de junho de 1999. Arquibancadas lotadas, torcedores extasiados e o show de luzes culminaram na apoteose quando os novíssimos alto-falantes tocaram o hino atleticano, melodia de uma paixão tão antiga.
Dado pelos atleticanos como a primeira praça futebolística do estado, inaugurada em 1914, o estádio iniciava há dez anos uma nova era para o clube. Um boom patrimonial (incluindo o CT do Caju) aliado às maiores conquistas dentro dos gramados. Foi muito graças à Arena que o Rubro-Negro chegou pela primeira vez à Copa Libertadores e também ao ápice dos gramados, empurrado por seus fanáticos torcedores na campanha do título brasileiro de 2001.
O Atlético virava referência, antecipava uma tendência de modernização e tomava o caminho da elite dos estádios mundiais, para chegar no ano do centenário de inauguração da Baixada como palco da Copa do Mundo de 2014.

FONTE : Gazeta do Povo



Ocimar Bolicenho assume e fala em plano pós-janela

Ocimar Bolicenho, 50 anos, assumiu ontem o cargo de diretor de futebol do Atlético. Na sua apresentação, avisou que terá poderes para contratar jogadores e planejar a formação do elenco, ao contrário do que ocorria no Santos, seu último trabalho, onde tinha funções limitadas.
Bolicenho, presidente do Paraná Clube em 1994 e 1995, afirmou que ainda não tem contratações previstas e evitou até citar as posições mais carentes do elenco.
No entanto, explicou que já tem um plano para evitar o enfraquecimento do grupo com a abertura do mercado europeu, na chamada janela de transferências.“Há a possibilidade de perdermos algum atleta na janela internacional e isso tem que constar no planejamento”, disse. “Se sair esse ou aquele atleta, vamos ter alternativas”, declarou.
Ele ressaltou que, até agora, não tomou conhecimento de proposta por qualquer jogador do Atlético. “Não existe nada oficial. Mas estamos preparados.
Esse tipo de negociação é necessária para equilibrar as finanças do clube”, comentou ele.Sobre sua relação com Vanderlei Luxemburgo – técnico famoso por se envolver em negociações com jogadores e empresários -, Bolicenho negou que tenha vínculo com o atual treinador do Palmeiras. Os dois trabalharam juntos com o técnico Waldemar Lemos num projeto no Joinville. “Não há nenhuma ligação com aquele projeto no Joinville, que não deu certo. Não tem ligação com Vanderlei, com Waldemar”, garantiu. “Quando fui convidado pelo Marcos Malucelli, o Geninho era o técnico.
Não participei da contratação do Waldemar Lemos”, afirmou.O fato de já ter sido presidente do Paraná também não incomoda Bolicenho. “Deixei de ser um dirigente esportivo para ser um administrador esportivo. Fiz uma pós-graduação (em Administração Esportiva) e resolvi me tornar um profissional. Vou prestar meu serviço para a equipe que necessitar”, disse. “Estou orgulhoso por ser reconhecido por um clube da minha cidade”, declarou.

FONTE : Furacão.com

Arena foi o primeiro modelo de “naming rights” no Brasil


Comprovando mais uma vez o pioneirismo e a preocupação do Atlético em encontrar novas fontes de recursos, no dia 16 de março de 2005 o Furacão anunciou a venda do “naming rights” da Arena da Baixada para a empresa japonesa Kyocera Mita América, uma negociação, até então, inédita no futebol brasileiro. A transação, que deu aos japoneses o direito sobre o nome do estádio atleticano, rendeu ao rubro-negro, aproximadamente, 10 milhões de dólares, por um contrato que durou três anos, e deu ao caldeirão o nome de Kyocera Arena.
Muito comum em alguns dos países mais desenvolvidos do mundo, o primeiro caso de "naming right" foi registrado nos Estados Unidos, no ano de 1972. Na ocasião, a Rich Products assinou uma parceria com o Buffalo Bills, tradicional equipe de futebol americano, dando origem ao Rich Stadium. Em 2005, já existiam 72 acordos de "naming rights" nas Major Leagues americanas (NBA, NFL, MLB e NHL). Todos estes números expressivos fizeram com que a assinatura do contrato, entre o Atlético e a Kyocera, fosse tratada como um marco na história do clube e reunisse jornalistas de todos os cantos do país em uma cerimônia realizada na cidade de São Paulo. Mesmo com toda a credibilidade da empresa envolvida na negociação, os torcedores atleticanos demoraram um pouco para se acostumar com a ideia de ver o nome Kyocera Arena gravado na fachada do eterno estádio Joaquim Américo. "Kyocera Arena será um nome fantasia, para fins comerciais. O nome Joaquim Américo continua preservado. Aliás, esse nome não pode ser alterado porque está no coração dos atleticanos, isso está fora de questão", afirmava Mario Celso Petraglia, na época, presidente do conselho deliberativo do Furacão.
Arena 2014 – Em busca de novos investidores
O acordo entre o rubro-negro e a empresa japonesa foi desfeito, no mês de abril de 2008, por decisão do Atlético. Atualmente, a confirmação de Curitiba como subsede da Copa do Mundo de 2014 e, consequentemente, da Arena da Baixada como “palco” das partidas do mundial tem gerado muitas expectativas na diretoria e, principalmente, na torcida atleticana para a conclusão de um novo patrocínio que envolva o nome do estádio. Para o atual presidente do rubro-negro, Marcos Malucelli, a confirmação da Arena na Copa de 2014 tornará menos difícil a tarefa de conseguir um patrocínio para a Baixada. “Desde que a Kyocera saiu estamos atrás de um novo patrocínio para o naming rights”, explicou Marcos Malucelli em entrevista concedida ao jornal Gazeta do Povo.
Primeiro e único
Até hoje, quatro anos após a assinatura do contrato entre Atlético e Kyocera, ainda não foi firmado nenhum outro contrato de "naming right" no Brasil.
FONTE : Furacão.com
Marcinho é punido e não poderá enfrentar o Corinthians

O técnico Waldemar Lemos não poderá contar com o meia Marcinho para o jogo do Atlético Paranaense contra o Corinthians, sábado, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão.
O jogador foi suspenso por dois jogos nesta terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).Marcinho, porém, só ficará fora de um jogo, porque já cumpriu suspensão automática diante do Sport, no dia 13 de junho. A punição se refere à expulsão do jogador na partida contra o Atlético Mineiro no dia 7, em Curitiba.
Na ocasião, o time da casa foi goleado por 4 a 0.O atleta recebeu cartão vermelho após falta sobre o lateral-esquerdo Thiago Feltri.
Pela infração, Marcinho foi denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) - praticar jogada violenta.No mesmo julgamento, o atacante Wesley foi absolvido após ser denunciado no mesmo artigo. O jogador recebeu cartão amarelo por causa de uma jogada perigosa e foi denunciado depois que a Procuradoria analisou as imagens da partida.

FONTE : Furacão.com

terça-feira, 23 de junho de 2009


Com carta branca, Ocimar Bolicenho assume direção de futebol do Atlético



Ex-presidente do Paraná Clube terá poder de decisão na busca de reforços para o Rubro-Negro. Em entrevista à Gazeta do Povo, dirigente não fala em nomes, mas avisa: novos jogadores devem chegar

Ocimar Bolicenho assumiu oficialmente nesta segunda-feira (22) a direção de futebol do Atlético. Em entrevista à Gazeta do Povo, o dirigente detalha quais as suas funções no organograma atleticano, fala sobre reforços e comenta a situação do time lanterna do Brasileiro.
Além de presidente do Paraná Clube, na gestão 1994/95, Bolicenho de 50 anos atuou como diretor de relações internacionais da Federação Paranaense de Futebol e participou da formação e execução da Copa Sul de 1999. O dirigente desempenhou também funções ligadas à coordenação de futebol no Marília-SP e Santos. Acompanhe a seguir o papo, por telefone, com Ocimar Bolecinho:

Gazeta do Povo – Qual foi a sua primeira impressão ao chegar ao Atlético?

Ocimar Bolicenho: Tudo tranquilo. Tive oportunidade de acompanhar como as coisas funcionam no clube. Conversei com os funcionários e fiquei entusiasmado com a estrutura do Atlético. Em lugar nenhum do Brasil encontrei algo tão grandioso. Para você ter uma ideia, o CT do Santos, que um dos melhores de São Paulo, não chega nem perto do CT do Caju.

GP – A diretoria vem encontrando dificuldade em contratar reforços. Como lidar com isso? Já que a sua principal função seria a de ajudar na busca de novos valores para equipe.

Ocimar – Não me preocupo com isso. A minha função no Atlético será mais abrangente. Fui contratado para ser um canal de comunicação entre a diretoria e o elenco. Terei a função de filtrar isso. Vou viver o dia a dia do clube, terei a obrigação de solucionar problemas e não de criá-los. Quanto aos reforços, vamos aguardar a janela de transferências para o exterior, em julho. Muita coisa pode acontecer. Ainda preciso avaliar o que temos no elenco. Qualquer coisa que eu fale agora pode ser uma avaliação prematura.


GP – Mas não é preocupante a situação do Atlético no Brasileiro? O time é o lanterna do Brasileiro...

Ocimar – Não vejo assim. Se a gente tivesse vencido o Palmeiras, na última rodada, estaríamos na 13ª posição. Claro, estamos com o alerta ligado, mas acredito na recuperação do time. Ainda está muito equilibrado o campeonato. Pego o exemplo do Santos, onde trabalhei até maio. O time estava ameaçado pelo rebaixamento e levamos o time à final do Paulista.

GP –A torcida do Atlético está na bronca com as constantes falhas dos goleiros Galatto e Vinícius. O clube precisa contratar um novo camisa 1?

Ocimar - É uma situação delicada. Precisamos ter paciência com goleiros. Os melhores goleiros do mundo falham. Temos de avaliar com muito cuidado e dar confiança ao atleta. Ainda precisamos avaliar o que temos na casa e não fazer loucuras.

GP – Você apresentou uma carta de renúncia ao cargo de conselheiro do Paraná. Você teme que o fato de ter sido presidente do Tricolor pode atrapalhá-lo no trabalho dentro do rival Atlético?

Ocimar – O Paraná é passado. Renunciei ao cargo para que as pessoas não fiquem falando. Na verdade, eu não faço parte da diretoria paranista desde 2002. Eu só fazia parte desse conselho que é formado por todos os ex-presidentes. Esse conselho não está mais em atividade, não está exercendo nada no clube. Acredito que temos de ser profissionais. Hoje estou no Atlético e quero fazer o melhor aqui dentro. Fiz um trabalho parecido no Santos e no Marília.

GP – O que te convenceu a aceitar a proposta atleticana?

Ocimar – Conheço a seriedade da diretoria, do presidente Marcos Malucelli. Além disso, tem um ponto importante: terei poder de decisão. No Santos, por exemplo, eu era muito limitado. No Atlético vou poder tomar decisões importantes e definir contratações e formação do elenco. Isso é o profissionalismo. Temos de recuperar o espaço perdido pelo futebol paranaense nos últimos anos. Ainda é preciso detectarmos nossas falhas. No início da década, brigávamos por títulos e vagas na Libertadores, mas agora houve essa queda. Alguma coisa está faltando e vamos descobrir.

FONTE : Gazeta Do Povo

Finais da Copa Tribuna terão apenas uma torcida

Apenas a torcida do Coritiba poderá acompanhar a primeira partida decisiva da 50ª Copa Tribuna. O jogo acontece às 15h de quinta-feira, no Couto Pereira.Já na segunda partida, apenas a torcida do Rubro-Negro terá o direito de assistir o Atletiba na Arena da Baixada.
O jogo acontece no domingo, às 10h30.O Rubro-Negro decide a Copa Tribuna em casa pela melhor campanha durante toda a competição.
Porém, em caso de empate em pontos e saldo de gols, a decisão vai para os pênaltis.Em 2008, Atlético e Coritiba também decidiram a Copa Tribuna. No primeiro jogo, empate em 1 a 1. Na Arena, o Rubro-Negro venceu por 1 a 0, com gol do atacante Patrick, e conquistou o título.

FONTE : Furacão .com

Juniores: Artilheiro prioriza o título


Eduardo Salles já tem 13 gols na Copa Tribuna

O atacante Eduardo Salles é o artilheiro isolado da Copa Tribuna 2009. O avante Rubro-Negro já balançou as redes adversárias por 13 vezes, e restando apenas dois jogos, tem tudo para levar o prêmio i ndividual, já que o vice-artilheiro é do eliminado Iraty.
Porém, a prioridade do atacante é o troféu de campeão e não de artilheiro. "Acho que tenho uma responsabilidade grande por ser o artilheiro, mas não é só minha. Os gols dependem um pouco de mim, mas todos do grupo têm que contribuir para buscarmos a vitória e o título que é mais importante", avaliou o jogador.
As partidas prometem emoção do início ao fim. E mesmo sendo em um jogo decisivo contra o rival, o atacante prometeu chamar a responsabilidade se necessário. "Tenho uma personalidade forte. Procuro chamar a responsabilidade se precisar. Dependo muito dos meus companheiros, mas se precisar vou tentar chamar a responsabilidade para buscarmos a vitória e quem sabe eu marcar um gol no clássico", concluiu Eduardo Salles.
FONTE : Atlético Paranaense Site Oficial